

Reflexão Semana IV
Segundo Ferreiro e Teberoski (1991,p 183) meus aluninhos estão desenvolvendo a escrita Pré-Silábica. Neste nível a interpretação da escrita tem a intenção subjetiva do escritor conta mais que as diferenças objetivas no resultado: todas as escritas se assemelham muito entre si, o que não impede que a criança as considere como diferentes, visto que a intenção que presidiu sua realização era diferente (se quis escrever uma palavra num caso, e outra palavra no outro caso). Com essas características, torna-se claro que a escrita não pode funcionar como veículo de transmissão de informação: cada um pode interpretar sua própria escrita, porém, não a dos outros. ( 4 e 5 anos)
Era para escrever o nome: TIAGO. Sendo questionado o que ele escreveu disse ser seu nome. Aos poucos observo que eles estão construindo suas hipóteses. Procuro apenas estimular e oportunizar o prazer da descoberta das letras.
Lendo o texto “As histórias, sob a ótica das crianças” e assistido o vídeo das narrativas de crianças de 3 a 6 anos, analisados por Monique Deheinzenlin. Vejo que através da contação de histórias favorecemos a aquisição de habilidades que permitem a criança analisar de forma crítica o mundo que os cerca, enfrentar os desafios e problemas, convivendo com o outro e com as diferenças.
Nesta idade é tudo brincadeira, é tudo um faz de conta. É um trabalho expressivo, e intelectual. A criança usa de sincretismo, pois mistura filmes, fatos da realidade do seu dia a dia e recria nova história com sua imaginação fértil. Trás novos elementos fazendo, uma versão mais eficaz e intensa. Para mim fica claro que a criança quando reconta uma história, ela terá a sua nova versão, desenvolvendo sua imaginação, sentimentos usa da ficção com monstros, fadas misturando com a realidade dando assim uma sequência do episódio da história. Nos primeiros anos de vida é comum que isto aconteça e o adulto deve entender a sua importância. É aí que acontece o nascimento das narrativas a linguagem organiza o pensamento. Proporcionar estas aprendizagens para a criança irá contribuir para que ela se expresse melhor, no amadurecimento afetivo garantindo e ampliando o universo para além do cotidiano.
Interdisciplinariedade e práxis pedagógica emancipadora Interdisciplinarity and emancipatory pedagogical practice
Lucídio Bianchetti1
Ari Paulo Jantsch2
...a interdisciplinaridade, enquanto princípio mediador entre as
diferentes disciplinas, não poderá jamais ser elemento de redução a
um denominador comum, mas elemento teórico-metodológico da
diferença e da criatividade. A interdisciplinaridade é o princípio da
máxima exploração das potencialidades de cada ciência, da
compreensão dos seus limites, mas, acima de tudo, é o princípio da
diversidade e da criatividade (Etges, 2000, p. 18).
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2 Mestre em Planejamento Educacional pela UFRGS; Dr. em Educação pela UNIMEP ... e aplicação da interdisciplinaridade ganha visibilidade mais contundente e, ...
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